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Fórmula ou leite de vaca?

A pediatra Ana Escobar explica a diferença entre eles e a idade ideal para oferecê-los às crianças

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Quando termina a fase de aleitamento materno, as crianças devem consumir fórmulas ou já podem tomar leite de vaca? Para responder a essa dúvida, que ronda a cabeça de muitos pais, procuramos uma especialista no assunto: a Dra. Ana Escobar, médica pediatra, coordenadora da disciplina de Pediatria Preventiva e Social do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e autora da coleção de livros “Boas-Vindas, Bebê”.

Ela explica que, até completar um ano, os bebês que não mamam no peito devem ser alimentados apenas com a fórmula, e não com o leite de vaca. Isso porque a fórmula tem uma composição nutricional que se assemelha ao máximo da composição do leite humano. “A fórmula só não tem os anticorpos do leite materno, mas seus nutrientes são muito semelhantes, e muitas são bem ricas em ferro”, afirma a pediatra.

Antes de completar um ano, as crianças ainda não podem tomar leite. “O leite de vaca é adequado para o ritmo de crescimento de um bezerro, e por isso tem uma quantidade muito grande de proteínas. No primeiro ano de vida, os rins dos bebês ainda estão imaturos e eles não conseguem excretar essa quantidade de proteína. Então o consumo de leite de vaca pode causar uma sobrecarga nos rins”, explica a Dra. Ana. Isso não acontece com as fórmulas. “Os fabricantes retiram as proteínas para chegar a uma quantidade parecida com a do leite materno”, diz.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, outra razão para não introduzir o leite de vaca na alimentação dos bebês antes do primeiro ano de vida é que ele tem menos ferro e zinco do que o materno e que as fórmulas, e por isso pode causar anemia ferropriva.

Depois do primeiro ano, portanto, os bebês já podem consumir o leite de vaca normalmente, como mais um dos novos alimentos introduzidos em sua dieta – a amamentação deve seguir até os dois anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria. Já a fórmula pode ser oferecida às crianças até os três anos, segundo a Dra. Ana, sempre seguindo a orientação médica.

Fontes: Dra. Ana Escobar e Sociedade Brasileira de Pediatria

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1 Comment

  1. Renata 22 de dezembro de 2016

    Muito legal!