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Lácteos: fontes baratas de nutrientes

Com menos de R$ 2, o leite e seus derivados suprem 30% da nossa necessidade de cálcio, proteína e vitaminas, aponta pesquisa

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Quando é preciso economizar no supermercado, a melhor escolha nem sempre é levar o que está mais barato, e sim o que entrega o máximo de nutrientes pelo menor preço. Mas como saber qual é a melhor relação entre o custo e o benefício do que vemos nas prateleiras?

Esse foi o ponto de partida de uma pesquisa recentemente realizada pela Embrapa Gado de Leite e a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Os pesquisadores investigaram 443 alimentos e bebidas consumidos pelos brasileiros para identificar quais têm o melhor custo-benefício em termos econômicos e nutricionais.

O leite ficou muito bem colocado em quatro das oito categorias analisadas. “Enquanto outros alimentos e bebidas precisam se esforçar para se tornarem mais nutritivos por meio de novas formulações e adição de nutrientes, os derivados do leite, em sua grande maioria, já são ricos em vitaminas e minerais essenciais à saúde”, afirma a engenheira de alimentos Kennya Siqueira, pesquisadora da Embrapa Gado de Leite.

No estudo, os pesquisadores calcularam quanto custa atender 30% das nossas necessidades diárias de oito nutrientes: proteína, cálcio, ferro, fibras, vitamina A, vitamina C, vitamina D e vitamina E. Os derivados do leite ocuparam as primeiras posições na oferta acessível de cálcio e vitamina D, e também ficaram bem colocados nos rankings de proteína e vitamina A.

Com menos de R$ 1, o leite integral UHT entrega 30% das necessidades diárias de cálcio de um adulto saudável — no caso de alguns outros lácteos, o custo é inferior a R$ 5. Consumindo café expresso, caju, chiclete ou pastilha, o brasileiro gastaria mais de R$ 1.000 para atingir essa quantidade do nutriente.

Já a demanda por vitamina A é atendida com menos de R$ 2 quando se consome creme de leite, leite em pó desnatado, leite semidesnatado, manteiga, requeijão ou leite desnatado. O gasto é semelhante para suprir a necessidade de vitamina D com leite semidesnatado, leite integral UHT, leite pasteurizado, leite em pó integral, leite em pó desnatado e leite desnatado, os seis primeiros do ranking.

“Esse resultado reforça ainda mais a importância do leite e de seus derivados na alimentação, e indica que beber leite faz bem não apenas para a saúde, mas também para o bolso”, avalia Kennya.

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