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Ossos fortes na terceira idade

Quem consome cálcio durante toda a vida adulta reduz o risco de ter osteoporose

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Apesar de ser um mineral essencial para fortalecer os nossos ossos, o cálcio ainda está em baixa entre os brasileiros que têm mais de 60 anos. No Brasil, a maioria das mulheres (96%) e dos homens (86%) dessa faixa etária não ingere a quantidade adequada de cálcio por dia, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Dos 60 aos 70 anos, a quantidade diária recomendada é de 1.200 mg para mulheres e 1.000 mg para os homens. As mulheres devem redobrar a atenção com o cálcio após a menopausa, porque nessa fase aumenta a possibilidade de ter um balanço negativo desse mineral no organismo, devido à redução do estrógeno e à deficiência de vitamina D, que influencia a absorção do cálcio.

A partir dos 70 anos, o ideal, para ambos, é consumir 1.000 mg por dia. Um copo de leite de 200 ml fornece 240 mg desse mineral, e nosso organismo absorve cerca de um terço disso para fortalecer os ossos e evitar problemas como a osteoporose.

Para chegar a essa idade com ossos resistentes, porém, é preciso começar cedo a fazer um bom estoque de cálcio. “O consumo adequado durante toda a vida diminui o risco de osteoporose, fraturas e de quedas em idosos”, explica a nutricionista Barbara Peters, membro da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo.

O problema é que as pessoas costumam parar de tomar leite justamente na fase adulta. E os resultados só serão percebidos muitos anos depois. “Em curto prazo, a ingestão insuficiente de cálcio não provoca sintomas evidentes porque o organismo mantém os níveis de cálcio no sangue normais, retirando o que necessita dos ossos”, explica a nutricionista. “Apenas no final da vida adulta ou na senescência a deficiente ingestão de cálcio será evidenciada pelo surgimento da osteopenia ou osteoporose e de fraturas por baixo impacto.”

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